Junqueira a ler
Blogue das Bibliotecas Escolares do AE Dr. Carlos Pinto Ferreira
sexta-feira, 28 de março de 2025
Atividades de leitura
quinta-feira, 27 de março de 2025
Atividades de leitura
Uma das salas do JI do Centro escolar Agustina Bessa-Luís realizou uma atividade de leitura e de expressão plástica, a partir do conto, Herberto.
"No canto de um jardim, debaixo de troncos húmidos e folhas caídas, vivia uma lesma chamada Herberto.Como todas as lesmas, o Herberto passava os dias alegremente a comer alface até a barriga não aguentar mais e ser outra vez hora de dormir.(...)"
Atividades de leitura
A escritora iniciou
a sua apresentação falando da sua atividade ligada à sua escrita de histórias e
aos aspectos que a conduziram para a escrita para o publico mais jovem.
Falou dos aspectos
da construção dos livros, nomeadamente as questões da ilustração aos materiais
e os processos.
Contou a história do
Morcego Bibliotecário e cantou alguns
poemas do livro Dois dedos de conversa.
As crianças fizeram diversas perguntas sobre as apresentações e o porque de ela
querer ser escritora.
Esta escritora
apresentou ainda os livros: O
Bicho-de-sete-cabeças; Beatriz, a Árvore Feliz; Roubar ao Mar.
Os professores das turmas que assistiram à actividade de
leitura mostraram o seu agrado pelo modo que a mesma foi apresentada e o seu
conteúdo e sua simpatia.
Integrada na semana da leitura, foram desenvolvidas diversas actividades de contacto com o livro. No dia 19 de março, as crianças da EB1/JI de Touguinhó, receberam a escritora Cristiana Pires, que veio apresentar a sua obra, E tu? Também sonhas?
O texto apresentado
contém uma mensagem interessante. O livro procura ensinar a importância dos
sonhos às pessoas revelando a significado de emoções e valores como; amizade, empatia, do amor e, acima de tudo, a grande
importância de sonhar.
A Atividade
foi apresentada com leitura dupla com a escritora e uma colaboradora que
representava e cantou no final da história.
A actividade
foi bem recebida pelas crianças.
sexta-feira, 21 de março de 2025
Dia mundial da poesia (IV)...
Mural: Ideias escritas pelos alunos:
"A poesia é imaginar um mundo perfeito em forma de arte. " (Laura - 6.º D)
"A poesia é a mais bela forma de expressar o amor." (9.º B)
"A poesia são rimas imaginadas, são sentimentos que brilham no coração." (Clara - 5.º D)
"A poesia é liberdade."
"A poesia é o reflexo da lama"
"A poesia é colocar as palavras a cantar."
"A poesia é viajar."
"A poesia é um maneira de nos expressarmos."
Dia mundial da poesia (III)...
Painel a integrar a exposição sobre os quinhentos anos de Luís de Camões e o Dia mundial da poesia e que contém alguns dos poemas criados por alunos do agrupamento Dr.º Carlos Pinto Ferreira.
Dia mundial da poesia (II)...
Na comemoração dos quinhentos anos do nascimento de Luís de Camões e integrado no Dia Mundial da Poesia alguns alunos criaram alguns poemas, a partir do primeiro verso de um poema do poeta quinhentista. Alguns destes poemas foram partilhados com a Biblioteca Municipal de Vila do Conde que integrará a exposição a realizar neste espaço sobre Luís de Camões e a poesia.
Dia mundial da poesia...
A biblioteca promoveu com a disciplina de Português a apresentação de um conjunto de poemas a serem lidos neste dia, 21 de março - Dia Mundial da Poesia nas diferentes salas de aula. Foi ainda construído um mural para as alunas se expressarem - "A poesia é"...
Deixam-se dois dos poemas escolhidos para atividade indicada em cima.
Miúdos a votos
sexta-feira, 7 de março de 2025
Ler no feminino
A data merecia que hoje compreendêssemos como estamos desatentos às formas de exploração dos seres humanos. E, nesse sentido a leitura e a escrita podem ser formas de compreender essa luta interior das mulheres por séculos de esquecimento. A luta pela liberdade, a existência que procura esse axioma hegeliano, o ser é “ter-se tornado, é ter feito tal qual se manifesta” vive desses universos particulares que foram os espaços íntimos da leitura.
A recuperação desses momentos é uma forma de compreender uma luta de grande convicção, de ondas, onde muitos, sobretudo mulheres pereceram e a que nós escapamos. O livro e a leitura são o domínio do feminino, a escrita foi a sua teia de vida. Os homens sempre foram raros leitores. As cartas eram a prova de vida de uma escrita e de uma sobrevivência, onde corriam o amor, o medo, a idade, a morte e do que se alimentavam vida e esperança.
A linguagem é uma estima no feminino pelas palavras, por uma candura de imaginação, onde repousasse o conhecimento capaz de preencher os dias e mudá-los. A Inquisição foi uma fogueira alimentada por mulheres e livros. Os homens pela circunstância do poder, da mineralização das pedras tornadas palácios são agentes de uma palavra sedentária que pouco confia na beleza da palavra. Não imaginamos um homem a embrulhar no mercado um peixe com um resto de poemas desalinhados.
Os homens são agentes de palavras formais, as do Estado, as da ordem, as das normas. Os livros foram a grande companhia do universo feminino. Nessa sabedoria de tentarem revelar a vida foram com as palavras as formas de como rostos femininos perceberem melhor os poros da vida. A luta das mulheres, da leitura e dos livros foram essa oposição ao formalismo do inexpressivo que o poder económico, político e religioso sempre procurou estabelecer. É sobre essa imaginação de belo que a arte dá conta e que exprime de um outro modo uma luta antiga por algo elevado e essencial, a própria vida.