"Em todos os jardins hei-de florir, Em todos beberei a lua cheia. Quando enfim no meu fim eu possuir Todas as praias onde o mar ondeia. Um dia serei eu o mar e a sereia, A tudo quanto existe me hei-de unir, E o meu sangue arrasta em cada veia Esse abraço que um dia se há-de abrir. Então receberei no meu desejo Todo o fogo que habita na floresta Conhecido por mim como um beijo. Então serei o ritmo das paisagens, A secreta abundância dessa festa Que eu via prometida nas imagens." Sophia, “Em todos os jardins”, in Obra Poética. Lisboa: Assírio & Alvim, 2015. Imagem: Copyright – m.ban.
Blogue das Bibliotecas Escolares do AE Dr. Carlos Pinto Ferreira