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A mostrar mensagens com a etiqueta As palavras

Fim do ano letivo 24/25

Vincent Van Gogh criou este quadro quando o seu sobrinho nasceu e com ele procurou sistematizar a ideia de um florescimento que se abre e se desenvolve com o crescimento da vida. É uma boa metáfora para o que significa uma biblioteca e o ato da leitura. A biblioteca é o mais belo lugar do mundo. Promove a integração de todos, atende àquilo que cada um procura para ler e a leitura pode assumir muitas possibilidades. A biblioteca liberta cada um do mundo, do meio social, do barulho, da organização do quotidiano, das suas regras. Ela é uma espécie de divindade pois concentra o espaço e o tempo de tantos que deixaram uma palavra para nós. E, cada vez mais ela tenta ser um elemento de construção de uma comunidade. Os livros são assim os elementos de um ritual de silêncio e descoberta, os instrumentos para a construção dum paraíso, essa divindade, de que tanto carecemos, justamente as bibliotecas. Com elas e neles vivemos momentos, como respiração de recolhimento e reflexão. É dos livros e d...

Dia mundial da língua portuguesa

  "O amor" de Fernando Pessoa "Livro", de Luísa Ducla Soares "Aniversário", de Fernando Pessoa "Segue o teu destino", Ricardo Reis, heterónimo de Fernando Pessoa. "Poema do coração", de Fernando Pessoa. ....

Memória do Holocausto (I) - Cidadania e História

O s livros dão-nos a memória do que representou em todos os momentos da existência, o Nazismo e a sua ideologia de extermínio a milhões de pessoas. Do trabalho, à vida pública, às relações sociais, à possibilidade de viver em família, aos gestos mais particulares e íntimos de uma pessoa houve repercussões que o gravaram como a mais baixa forma de existência da Humanidade. Deixamos alguns dos possíveis livros que nos dão essa proximidade do que foi o desespero de milhões de pessoas. Alguns deles estão em mostra na Biblioteca na exposição feita para homenagear uma memória e a mais inexplicável história humana.      

Janeiro...

                                                                                                                   " J aneiro é um mês, quase inteiro, de frio, chuva, nevoeiro. Mas há um sol em janeiro, um sol discreto e fagueiro, em raras manhãs de azul, que sorri por entre o frio e acende um pequeno braseiro no coração mais sombrio." João Pedro Mésseder, O livro dos meses  Imagem, in http://www.jungeunpark.com/main.html

Recomeçando...

  Recomeçar pode ser uma nova forma de começar, ou dar outras cores ao que já se fez e ainda se imagina como uma possibilidade. Miguel Torga deu-lhe essa ideia de desafio para superar todas as dificuldades afirmando a nobreza do que cada um pode ser. Recomeçar como? Recomeçar com a imaginação, juntando ideias, inquietação, ou espanto pelo que pode deslumbrar, exprimir o que cada um deseja ser, a sua aprendizagem nas coisas. Recomeçar é no fundo afirmar, mais uma vez, de um modo diverso o pensamento que se apresenta capaz de exercer as diversas formas da cidadania. Recomeçar é sonhar outra vez com outras formas de expressão. Bom recomeço a todos... Imagem,  Nate Williams , in  http://www.n8w.com/newweb/index.php

As histórias - três contos de Natal

    Vivemos numa história, naquilo que de nós sabemos contar ou interrogar e toda a nossa relação com o mundo e com os outros é feita pelas narrativas que nos identificam, nos dão corpo, como um sinal que sabe identificar os nomes das coisas, aquilo que pode ser a nossa bússola no vasto mundo onde vivemos. O que faríamos se não nos identificássemos com algumas histórias, com o que de nós contam, como desejo ou inspiração de um caminho? Aquilo que para nós tem sentido, que conduz o nosso esforço e determinação são as nossas histórias. Viver é religarmo-nos às histórias de cada um.  Contamos ou lemos histórias para criarmos aquilo que mais nos importa, uma emoção capaz de construir um lugar, ou só de imaginar o que pode ser cada um dos nossos gestos na difícil, espantosa e misteriosa forma que a vida nos dá a contemplar. Salvamo-nos com histórias, a sua experiência nas palavras, mas também podemos por elas perder algum sentido, sobretudo quando não sabemos interrogar pela n...

As bibliotecas

  "A Biblioteca deverá ocupar um lugar muito especial na sociedade. O homem é um animal leitor, leitor do mundo. Procuramos as constelações da narração: quem são os outros e onde estamos. Desenvolvemos o poder da imaginação. Somos capazes de criar o mundo, antes mesmo da criação do mundo. As bibliotecas são a memória privada e a memória pública. A biblioteca é autobiografia de cada um.É o rosto de cada um de nós. As bibliotecas são também a biografia da sociedade, a sua identidade. As bibliotecas públicas são o rosto da comunidade. Nós somos o que a biblioteca nos recorda o que somos. Um livro conta a experiência de cada um, onde estão as paixões mais secretas e os desejos mais íntimos. "Clínica da alma" é a sua melhor definição. A centralidade da atividade inteletual está na clínica da alma!"... Alberto Manguel, "Reading and Libraries", 11º Congresso da BAD

O que são palavras...

As palavras são o material escrito na nossa humanidade ao estabelecermos uma relação com o real, ao nomearmos as coisas com que nos relacionamos. Elas formalizam o coração dessas coisas, a nossa respiração no real, onde realizamos a aventura humana feita de descoberta, por onde tentamos acrescentar uma linha, um olhar, o nosso corpo nos instantes Nas palavras moram os gestos e as oportunidades de recriar a nossa memória e tocar o que mais procuramos, a liber-dade e a beleza dos gestos humanos. O que podem ser as palavras? Quais são os seus limites na experiência humana? O que podemos fazer com elas? É este um dos desafios iniciais proposto pela Biblioteca! Para alimentar este pensa-mento, um texto de José Saramago:      "As palavras são boas. As palavras são más. As palavras ofendem. As palavras pedem desculpa. As palavras queimam. As palavras acariciam. As palavras são dadas, trocadas, oferecidas, vendidas e inventadas. As palavras estão ausentes, algumas palavras sugam-...

Recomeçando...

  "A palavra escrita ensinou-me a escutar a voz humana" (Yourcenar, 2012) As bibliotecas do Agrupamento Dr. Carlos Pinto Ferreira continuarão a ter neste espaço a apresentação de um conjunto de ideias, atividades, recursos de informação que possam de uma forma positiva e apelativa apresentar o que é o papel e função de uma biblioteca escolar. Alterámos um pouco a modelo de apresentação do blogue nas suas cores, mas também em algumas funcionalidades, processo ainda em curso. Danos continuidade ao blogue que já existia, tendo mantido o URL do mesmo. Este espaço digital procura ser uma plataforma de encontro entre as pessoas que formam uma comunidade educativa. Nele as palavras terão um papel essencial, os seus sentidos, cores, linhas e formas de ver o mundo e a experiência humana. Fazemos parte de uma espécie que tem nas palavras instrumentos de designar o que está "mais perto do coração da vida", como o expressou António Lobo Antunes. As palavras, o vocabulário, a li...